sabão coletivo

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Uma fronha, um prato de macarrão, uma galocha bem lustrada. Experimente comer sobre o travesseiro, andar sobre a cama, pisar em cima da comida, ou até alimentar-se sob o chuveiro. Tais situações são "inconcebíveis" - tudo tem o seu devido lugar e não são poupados esforços para se manter a ordem das coisas. A errância provoca pavor e quem não respeita as regras do promissor jogo evolucionista-progressista deve ser punido e eliminado.
A questão é que jamais fomos modernos. Mas ao mesmo tempo não sabemos quem queremos nos tornar. O Coletivo Sabão surgiu como um meio de questionar as certezas impositivas da ordem. Os três artistas integrantes - Eduardo Amato, Eleonora Gomes e Marina Ramos - decidiram conjugar suas respectivas pesquisas poéticas para dar vazão ao incômodo frente ao estado obsessivo de eugenia que paira no ar (que aliás, paira já há muito tempo). É ele que deve ser combatido.

insta: @sabaocoletivo